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Como foi a minha Bienal de SP em 2026

há 2 horas
2 min de leitura

Desde o primeiro dia dentro do pavilhão, entendi que havia muito a ser aproveitado naquela oportunidade. Não que as outras Bienais não tivessem me proporcionado experiências importantes, mas acho que eu mudei. Estava mais preparada para reconhecer o valor de cada encontro, de cada conversa e de tudo o que uma feira como essa pode movimentar na vida de quem trabalha com livros.

Foram dias intensos, conversas com leitores, encontros com colegas e profissionais da cadeia do livro, painéis que me fizeram refletir e a oportunidade de conhecer de perto autores que admiro. Também pude acompanhar o trabalho de amigos, trocar experiências e entender um pouco mais sobre os caminhos que quero construir daqui para a frente.

Esta Bienal teve um significado especial para mim. A Ascensão e Cedro Carmesim esgotaram no estande da Flyve, um resultado que recebo com muita gratidão, principalmente por saber tudo o que existe por trás de cada livro que chega às mãos de um leitor. Mas as boas notícias não se resumiram às vendas. Volto para casa agenciada, com novas perspectivas profissionais e mais clareza sobre a importância de tratar a escrita não apenas como um trabalho criativo, mas também como uma carreira que precisa de planejamento, acompanhamento e decisões bem fundamentadas.

A literatura nos coloca diante de possibilidades que nem sempre conseguimos prever. Uma conversa pode abrir caminhos, uma troca de experiências pode mudar nossa percepção sobre o mercado e um encontro inesperado pode nos fazer enxergar oportunidades que antes pareciam distantes. Por isso, saio dessa Bienal com a sensação de que aproveitei muito mais do que os dias dentro do pavilhão. Levo comigo aprendizados, amigos, novas ideias e a certeza de que ainda há muito a construir.

Também não poderia deixar de agradecer às pessoas que tornaram essa experiência possível e mais leve. À Juliete, minha esposa, por estar comigo nessa caminhada; à Verônica e à Raquel, por me receberem durante esses dez dias e fazerem com que eu tivesse um lugar para voltar depois de tantas horas de feira. Aos colegas, à Assessoria Lavanda, leitores, autores, profissionais e a todas as pessoas com quem pude conversar, meu muito obrigada. Cada troca teve seu valor.

Esta foi minha quarta Bienal como autora, mas a primeira em São Paulo. E acho que essa diferença diz muito sobre o momento em que me encontro. Não porque agora tudo esteja resolvido ou porque eu tenha chegado a algum lugar definitivo, mas porque começo a compreender melhor os caminhos que desejo seguir e o trabalho necessário para percorrê-los.

Escrever continua sendo a parte mais visível dessa trajetória, mas existe muita coisa acontecendo ao redor dos livros. Aprender a reconhecer essas oportunidades, construir relações profissionais e valorizar quem caminha ao nosso lado também faz parte do trabalho.

Volto para casa feliz, cansada e, principalmente, grata por tudo o que vivi nesses dias. Obrigada a quem leu, comprou, indicou, conversou comigo ou acompanhou meu trabalho de alguma forma. E obrigada, São Paulo, por essa experiência.

Até a próxima!



 
 
 

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